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#24 | MAIO 2011
ROSA DUARTE
Responsável Departamento de Marketing da NET – Novas Empresas e Tecnologias, S.A. – Business and Innovation Centre do Porto

“Penso que não existe um défice em marketing, existia sim um défice na profissionalização do marketing, o que também está a mudar.”

A NET é uma empresa de origem nacional que tem vindo a crescer ao longo dos anos. Como é que tem acompanhado estas exigências?
A NET – Novas Empresas e Tecnologias, Business and Innovation Centre do Porto, tem evoluído de forma efectiva e constante, mas sustentável, nas áreas em que desenvolve a sua actividade – o empreendedorismo e a inovação, conceitos que são comuns nos dias de hoje, mas que há mais de 20 anos não o eram. Fazemos um esforço contínuo na área da promoção da cultura empreendedora junto dos nossos diversos públicos, principalmente junto dos jovens, desenhando e implementando um conjunto alargado de serviços e produtos. O objectivo principal é o desenvolvimento de competências específicas que potenciem altos níveis de sucesso no empreendedorismo – criatividade, autoconfiança, organização, planeamento, fomentando o ideal de que “empreender é uma atitude perante a vida!”
Desempenhar funções numa empresa com as características da NET é um desafio constante. Diria até que é uma experiência única, tanto ao nível do desenvolvimento profissional como pessoal, uma vez que exige uma aposta diária na diferenciação para a satisfação plena das necessidades dos nossos clientes. Cada projecto é um projecto diferente, com características únicas.

Qual a actual estratégia de comunicação e marketing da NET?
A estratégia de comunicação e marketing da NET assenta, fundamentalmente, em valores bem definidos como a ética, a confiança e a orientação para o cliente. Para a NET, estes valores são de facto importantíssimos, sobretudo porque trabalhamos “com as ideias de negócio” dos nossos clientes. A nossa estratégia de comunicação e marketing consiste numa comunicação directa com o nosso público-alvo. Apostamos no desenvolvimento de acções específicas, nas quais interagimos directamente com o nosso target, criando vínculos de confiança muito estreitos. Para além disso, temos boas referências nas nossas empresas, ou seja dos nossos clientes, que mencionam e valorizam sempre o trabalho que desenvolvem connosco. Esta é, sem dúvida, a nossa melhor promoção.

Enquanto DMC, de que modo determina a quem e como vender junto do vosso público-alvo?
Temos perfeitamente identificado o nosso público-alvo. A dificuldade reside no facto de este ter características muito especiais, dado que estamos a falar de pessoas que pretendem criar o seu próprio negócio. Trabalhamos com potenciais criadores de empresas inovadoras e/ou de base tecnológica, o que torna o nosso trabalho, por um lado, mais aliciante e, por outro, mais difícil porque este tipo de empresas tem características muito especiais. A sua actividade é baseada no domínio intensivo do conhecimento científico e tecnológico, de forma a manterem a sua competitividade, o que poderá representar maior risco.

A agilidade na tomada de decisão com a análise das campanhas, acções de marketing e promoções podem ter um contributo decisivo no sucesso do negócio. Na sua opinião, qual deve ser o papel do DMC na organização?
O papel do DMC é um papel integral e transversal à actividade da empresa. Passa pela definição do posicionamento estratégico da empresa e dos seus objectivos, bem como pela definição da forma que lhe permitirá a atingir eficazmente o seu target. O DMC tem de se envolver plenamente nas acções para que a respectiva viabilidade e eficácia não fiquem comprometidas. Fundamental é também agir “no momento certo, à hora certa”.

Muitas organizações têm recorrido ao marketing emocional para contrariar os prejuízos. O que pensa desta mudança de atitude?
Penso que esta mudança de atitude é lógica e necessária. O próprio consumidor precisa e, por isso, procura cada vez mais emoções, experiências, entretenimento… Numa época em que somos bombardeados por informação, a melhor forma de “chegar” ao cliente é estabelecendo um vínculo emocional. Criar afinidades para que se sinta especial. É essencial estar incessantemente mais próximo do cliente e ele tem de sentir essa proximidade, saber que as suas necessidades serão satisfeitas a qualquer momento, com a devida celeridade.

Como é possível aproximar a marca do público interno – visando tornar os colaboradores mais produtivos e os clientes mais satisfeitos?
Fazendo com que estes públicos estabeleçam uma relação de pertença com a marca. O público interno deve senti-la como sua, pois só assim conseguimos que estejam motivados para comunicar a marca de forma natural e efectiva. Nunca podemos esquecer que as pessoas são os activos mais importantes das organizações, por isso, devem estar motivadas e usufruir de óptimas condições de trabalho a todos os níveis.

Em termos de estrutura, que importância é que a NET atribui ao marketing e à comunicação?
O marketing e a comunicação têm sido reforçados continuamente, já que constituem uma alavanca para o crescimento sustentável do nosso negócio. Pretendemos que os empreendedores singrem com as suas ideias de negócio e, por isso, desenvolvemos diversas acções de incentivo e apoio ao empreendedorismo no âmbito dos projectos que promovemos, bem como acções isoladas e espontâneas. O projecto EIBTnet – programa de empreendedorismo tecnológico, é um exemplo de comunicação forte e directa com os empreendedores.

Considera que existe um défice português em marketing?
Penso que não existe um défice em marketing, existia sim um défice na profissionalização do marketing, o que também está a mudar. Cada vez há mais profissionais altamente qualificados a desenvolver um excelente trabalho em todas as áreas de actividade.

O crescimento das organizações pode passar por uma estratégia de diferenciação e definição de segmentos de menor dimensão. Acha que o marketing e a comunicação mais directos podem contribuir para esse impulso positivo?
Indubitavelmente. A necessidade de diferenciação está iminente já há algum tempo. As empresas que não inovarem e não se distinguirem de forma estratégica não irão sobreviver a médio ou até mesmo a curto prazo. Poderá ser decisivo para o sucesso actuar em segmentos de mercado específicos, nomeadamente em nichos de mercado, criando valor acrescentado. Paralelamente, as estratégias têm de ser acompanhadas pela qualidade do serviço, nomeadamente na qualidade do atendimento, que se tornará um dos únicos factores possíveis de fidelização do cliente.

Qual a sua previsão para o marketing e a comunicação na próxima década?
Tendencialmente, o marketing tem de deixar de ser entendido como a responsabilidade de um departamento da empresa. Marketing é tudo aquilo que fazemos ou que não fazemos. O objectivo do marketing deve ser criar um vínculo com o consumidor, tanto emocional como cognitivo. A comunicação e o marketing deverão ser trabalhados de forma a transmitir ao cliente/consumidor que este é único e especial.

Biografia
Rosa Duarte é mestre em Inovação e Empreendedorismo Tecnológico pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e licenciada em Gestão de Marketing pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM). É, desde 1997, responsável pelo departamento de marketing da NET – Novas Empresas e Tecnologias, S.A. – Business and Innovation Centre do Porto. Desenvolve a sua actividade na área do empreendedorismo tecnológico e no apoio à criação de empresas inovadoras e/ou de base tecnológica.

 
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