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#169 | MARÇO 2011
HERMÍNIO LOUREIRO
Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis

"As pessoas querem participar cada vez mais na vida pública e esta é mais uma forma de estarem sempre a um click da sua autarquia"

A par do site institucional, também os dispositivos móveis podem agora ser utilizados para aceder a informações disponibilizadas pelo município de Oliveira de Azeméis, num novo portal optimizado para telemóvel. Quais foram os objectivos que levaram à implementação desta nova ferramenta?
Temos a noção de que, nos dias de hoje, as pessoas vão “beber” informação a muitos mais locais do que faziam até há bem pouco tempo atrás. As novas tecnologias vieram revolucionar a forma como a informação flui. Hoje, já não estamos tão dependentes apenas da televisão, da rádio e dos jornais. A cada momento e em cada local a comunicação é permanente e é-nos servida das mais variadas formas.
O telemóvel é apenas mais uma dessas formas. Estando os equipamentos cada vez mais preparados tecnologicamente para nos colocar na palma da mão toda a informação, não quisemos ficar de fora dessa plataforma.

Quais as principais funcionalidades do novo serviço?
Temos um grande potencial de crescimento. Neste momento, já conseguimos disponibilizar um conjunto de informação de que destaco toda a agenda de eventos organizada pela Câmara Municipal e todos serviços municipais, bem como todas as notícias que dizem respeito à actividade da autarquia. São ainda disponibilizados os contactos telefónicos mais relevantes do concelho (Hospital, centros de saúde, clínicas, juntas de freguesia, farmácias, bombeiros, GNR, Finanças, etc.), e informações que dão sempre imenso jeito ter à mão.

Que vantagens este novo serviço trás ao funcionamento da Câmara Municipal e que lacunas vem preencher?
A maior vantagem é manter os nossos munícipes sempre bem informados onde quer que estejam. Com a adopção destas tecnologias vamos conseguindo também reduzir a necessidade de imprimir outros suportes de divulgação, nomeadamente, na promoção de eventos.
Realce-se que este site mobile permite a partilha de notícias e eventos nas redes sociais, nomeadamente, no Facebook e Twitter, o que faz com que sejam, muitas vezes, os próprios utilizadores a divulgar nas suas contas as iniciativas que organizamos.

Qual a receptividade das pessoas face a novas aplicações ligadas ao mGovernment (mobile government)?
Temos tido uma receptividade muito positiva por parte das pessoas, que se traduzem também em sugestões de melhoria e nos incentivam a continuar este trabalho. As pessoas querem participar cada vez mais na vida pública e esta é mais uma forma de estarem sempre a um click da sua autarquia.

Na sua opinião, que serviços específicos na Administração Pública necessitam mais urgentemente de mGovernment?
Ainda há uma imensidão de coisas por descobrir, mas parece-me que todos os serviços que se relacionam directamente com os cidadãos têm mais urgência em se adaptar a estes recursos que os dispositivos móveis proporcionam.

Na opinião de Ibrahim Kushchu, director do mGovernment Consorcium International (mGCI) “o Mobile Government é o próximo passo inevitável na evolução do eGovernment”. Concorda?
Todos os meios que garantirem uma maior proximidade com os cidadãos são inevitáveis.

O Dr. Ibrahim Kushchu também é de opinião de que o “mGovernment não se trata apenas de tecnologia, mas mais de como a tecnologia revoluciona as actividades do sector público e como a sociedade adopta essas tecnologias”. Qual a sua opinião em relação a esta afirmação?
Assistimos hoje a uma evolução muito rápida não só da tecnologia mas também da exigência que os cidadãos demonstram em participar na vida comunitária. Veja-se, por exemplo, o papel que as redes sociais tiveram e têm nas revoluções em curso no norte de África. Há uma enorme vontade de participar activamente na governação e todas estas novas ferramentas ajudam a que isso seja possível.
Assistimos hoje a fenómenos interessantes, por exemplo, com as redes sociais. Numa primeira fase aderiram muito rapidamente as empresas, os organismos públicos que efectivamente lá queriam estar, mas num segundo momento quem ficou de fora viu-se obrigado pelas circunstâncias a querer estar presente.

Acredita que há países onde as pessoas são resistentes e pouco abertas a novas tecnologias ligadas ao mGovernment? Onde posicionaria Portugal no que se refere a este conceito?
Julgo que é cada vez mais evidente que a evolução tecnológica não conhece fronteiras. No entanto, o desenvolvimento económico dos estados é diferente e poder de compra das pessoas varia de país para país. No caso de Portugal, e no que diz respeito em concreto às tecnologias ligadas ao mGovernment e atendendo, por exemplo, a que existem mais telemóveis que pessoas, julgo que a abertura terá que ser demonstrada precisamente do lado da Administração Pública, para ir ao encontro dos cidadãos e da sua conhecida apetência para as tecnologias móveis.

Biografia
Hermínio José Sobral Loureiro Gonçalves frequentou o curso de Gestão de Empresas no Instituto Superior de Administração e Gestão, do Porto.
Começou a carreira como vice-presidente da Comissão Política Distrital da Juventude Social-democrata (JSD) de Aveiro, tendo posteriormente ascendido à presidência. Ainda na JSD, foi conselheiro nacional e vice-presidente da Mesa do Congresso.
Passou depois a desempenhar cargos no PSD, onde foi sucessivamente conselheiro nacional, secretário-geral adjunto e membro da Comissão Política Nacional.
Depois de ter sido candidato a deputado à Assembleia da República, em 1991, passou a integrar o Parlamento na VII Legislatura, que começou em 1995 e terminou em 1999. Foi vice-coordenador do PSD na Comissão Parlamentar de Juventude. Voltou a ser deputado à Assembleia da República na VIII Legislatura (a partir de 1999) e coordenou a Comissão Parlamentar de Juventude e Desporto. Presidiu também à Comissão Parlamentar de Acompanhamento do Euro-2004.
A nível de poder local foi membro e Presidente da Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis e é o actual Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis para o qual foi eleito nas listas do PSD nas eleições autárquicas de 2009.

 
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