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#13 | OUTUBRO 2010
MIGUEL PEIXOTO DE OLIVEIRA
CEO da EDIGMA
"A inovação é mais do que um modelo de negócio, é um estilo de vida"

Como e porque surgiu a EDIGMA?
O espírito empreendedor dos criadores e o know-how adquirido com experiências anteriores foram factores importantes na decisão de agarrar uma oportunidade única que o mercado estava a mostrar ser possível de concretizar.

Quais são os valores e missão por que se rege?
A EDIGMA tem a Tecnologia e o Marketing no seu ADN. A inovação, para nós, é mais do que um modelo de negócio, é um estilo de vida.
A nossa visão insere-se no princípio de que os sistemas interactivos tornar-se-ão cada vez mais importantes no que concerne à comunicação da marca com os seus consumidores e, neste sentido, a nossa missão é gerar vantagens competitivas aos clientes através do desenvolvimento de soluções que contribuam para relacionar, surpreender, comunicar e encantar.
Não obstante, a complementaridade e o espírito de equipa, são valores característicos da EDIGMA, constituindo um activo que origina confiança e uma atitude própria e pró-activa por parte dos nossos colaboradores.

No seu tempo de existência, o que pode concluir relativamente ao funcionamento da EDIGMA e à importância que poderá ter junto do sector empresarial português?
A EDIGMA foi nomeada pela revista Red Herring, como uma das 100 empresas mais inovadoras da Europa, sendo a primeira vez que uma empresa portuguesa consta na lista. Isto demonstra que a nível nacional a empresa assume grande relevância no sector de tecnologias inovadoras e que a sua estratégia de funcionamento tem tido o sucesso esperado.

Os empresários portugueses são muitas vezes acusados de excessivo conservadorismo. Acha que esta visão está a mudar?
Ao contrário do que se pensa, Portugal tem uma população extremamente receptiva às novas tecnologias e à utilização de inovações, pelo que é um excelente mercado piloto para desenvolvermos novos produtos e testarmos a sua aceitação. A localização periférica, ao contrário do que se possa pensar, é extremamente centralizada, entre a Europa e a América do Norte, os mais importantes mercados ocidentais. Quanto à mão-de-obra, temos enormes quantidades de recursos disponíveis, jovens licenciados, cheios de energia, acabados de formar com os conhecimentos científicos mais recentes, à procura de oportunidade no mercado de trabalho.

A única forma do tecido empresarial português evoluir é através da inovação. Concorda? Existem motivos para nos sentirmos optimistas, com o aparecimento de empresas capazes de ombrear as melhores organizações internacionais?
A inovação é uma ferramenta essencial para a evolução, porém, mais do que inovadores temos que ser disruptivos, para atingir grandes objectivos é preciso arriscar. Temos que nos sentir optimistas e confiar que somos tão capazes de criar soluções eficazes como qualquer outra organização no mundo.

Há em Portugal capacidade para aumentar os índices de competitividade face à concorrência estrangeira?
Os portugueses são capazes de criar soluções de alta relevância a nível mundial, no entanto, é preciso criar uma mentalidade comum onde a estratégia de implementação de conceitos passa por gerar soluções ainda mais eficazes do que aquilo que a concorrência tem feito e saber comunicar isso no tempo correcto, para o público certo, com a confiança necessária.

Perante um mercado interno diminuto, a internacionalização é fundamental para a sobrevivência e viabilidade do tecido empresarial português?
Na minha perspectiva, não somos um mercado assim tão diminuto. Temos de perceber que estamos num mercado com livre circulação de pessoas, mercadorias e capitais de 500 milhões de pessoas – é esse o nosso mercado interno. Não obstante, não podemos ver a internacionalização como algo fundamental para o tecido empresarial, mas como um passo lógico e obrigatório para as empresas sejam elas portuguesas ou estrangeiras e como algo natural e consequente desta realidade globalizada em que vivemos.

A EDIGMA já expandiu para fora de Portugal? Para onde?
Com sede em Braga, escritórios em Lisboa e Madrid e com uma rede de distribuição e projectos implementados em cerca de 40 mercados internacionais, a EDIGMA.COM possui equipas multidisciplinares que integram os melhores profissionais e investigadores da Europa nas suas áreas de especialização, trabalhando em estreita parceria com os centros de investigação, desenvolvimento e inovação das principais universidades portuguesas.

Como surgiu a vossa oportunidade de internacionalização? Há mais planos nesse sentido?
A EDIGMA é desde a sua génese uma empresa global. As primeiras encomendas foram para o Dubai e para a Holanda. Desde sempre assumimos o mundo como o nosso mercado. Temos estratégias para as diferentes regiões do planeta que vão de encontro com as características específicas de cada comunidade. Hoje estamos em mais de 40 países, mas ambicionamos chegar muito mais longe.

A internacionalização foi uma aposta calculada (por força do interesse estrangeiro nos vossos serviços) ou antes uma aposta de risco, sem garantias de sucesso?
Actuamos num mercado emergente que ainda está em fase de crescimento, o que reflecte uma grande oportunidade para nós. Ainda não existem, no sector, empresas locais estabelecidas com a nossa capacidade e know-how e estamos a aproveitar este facto para através da nossa estratégia de marketing internacional nos afirmarmos mundialmente como líderes.

Há quem defenda que um dos aspectos mais referidos para aumentar a riqueza da nossa economia prende-se com a capacidade de exportar produtos e serviços. Qual a sua posição relativamente a esta afirmação e, especificamente, em relação à EDIGMA?
Temos que ser capazes de gerar conhecimento, inovação, valor acrescentado e riqueza. Temos que o fazer a nível mundial, ou seja, aquilo que fazemos de inovador tem que ser inovador aqui e em qualquer outra parte do mundo. Só assim seremos competitivos.

Não nos restringindo apenas ao vosso core business, mas alargando à generalidade do sector empresarial português, como poderá o nosso país aumentar o seu potencial competitivo? É tudo uma questão de marketing, ou Portugal tem que apostar seriamente na qualidade?
Qualidade sim, embora de uma forma geral os nossos produtos já apresentem alguma qualidade que nos permita competir internacionalmente. Marketing, sobretudo. Há muitas deficiências a nível de marketing nas empresas nacionais, muito trabalho a ser feito, muito caminho a percorrer. Termos um produto de qualidade e depois não o promover de forma adequada é trabalho incompleto.

Qual a estratégia de futuro da EDIGMA?
Continuar a aposta na inovação e continuar a investir em investigação para garantir novos produtos inovadores e disruptivos, que nos permitam satisfazer um mercado cada vez maior.

Biografia
Miguel Peixoto de Oliveira é CEO e Presidente do Conselho da EDIGMA.COM. É administrador do EDIGMA Group (EDIGMA Healthcare, EDIGMA España, DISPLAX™ Interactive Systems e MKTONLINE.NET – the Marketing Portal).
Licenciado em Gestão de Marketing e Doutorado em “Marketing e Novas Tecnologias”, frequentou Pós-Graduações na área de Gestão Estratégica de Empresas e "Emerging Entrepreneurs" na ESIC Madrid e Universidade de Cambridge,respectivamente. Integrou a Associação Empresarial de Portugal (AEP), onde exerceu as funções de consultor e gestor de mercado para a América Latina, EUA e Canadá. Foi também director de marketing e director do departamento de sistemas de informação e marketing relacional do grupo ENSIGEST SA e da ENSIGEST Brasil.

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