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#100 | JANEIRO 2018
 
ANDRÉ MESTRE
Especialista em soluções de Big Data e Advanced Analytics da Microsoft Portugal
Internet das Coisas e a 4ª Revolução Industrial
 

Vivemos à beira da chamada 4ª Revolução Industrial, que se apresenta principalmente como uma disrupção das indústrias tradicionais, guiada pela velocidade de inovação tecnológica, aliada a uma redução do custo dessa mesma tecnologia, e pela ativação de um conjunto de cenários com os quais tínhamos contacto, anteriormente, apenas em filmes de ficção científica.

Na indústria automóvel, um estudo recente do World Economic Forum estima que exista uma oportunidade de criação de valor na ordem dos 670 mil milhões de dólares até ao ano de 2025, associado ao número de vidas salvas na estrada – a rondar um milhão de pessoas -, e à adoção massiva de veículos autónomos. A reinvenção acontecerá na forma como construímos os carros, mas também como os compramos e usamos. A utilização destes veículos pode, de facto, vir a ser democratizada para milhões de pessoas em todo o mundo, fruto das capacidades digitais e da inovação tecnológica e dos modelos de negócio das empresas da indústria automóvel. A Internet das Coisas ("Internet of Things" ou IoT) é um conceito que vai certamente contribuir para esta revolução. Já existem, atualmente, muitos dispositivos nos carros em que circulamos todos os dias: estão sempre "ligados", a recolher variados dados e a comunicá-los. A consultora norte-americana Gartner Group estima que em 2020 vamos ter, em todo o mundo, cerca de 20.4 mil milhões de dispositivos ligados, e destes 250 milhões serão veículos. Os impactos da IoT na indústria automóvel vão sentir-se em áreas como o entretenimento a bordo, a segurança dos passageiros, a manutenção preventiva dos automóveis e o serviço ao cliente. Adicionalmente, outros aspetos serão também impactados - desde a cadeia logística, linhas de produção, assistência aos veículos, entre outros. Por exemplo: a sensorização e a capacidade de processamento em tempo real dos dados recolhidos irão permitir melhorar significativamente a segurança em viagem.

Os impactos da IoT na indústria automóvel vão sentir-se em áreas como o entretenimento a bordo, a segurança dos passageiros, a manutenção preventiva dos automóveis e o serviço ao cliente.

Novas interfaces de interação

Através da telemetria e análise destes dados, os veículos serão capazes de detetar outros veículos na estrada ou até mesmo peões, antecipar condições meteorológicas adversas ou até mesmo de mau estado do piso e, com isso, prever e evitar acidentes. A recolha de dados de performance e a operação dos veículos vai permitir ainda termos a capacidade de prever todos os aspetos que impactam a manutenção dos mesmos. Isto permitirá agir sobre potenciais avarias antes que as mesmas aconteçam, reduzindo o custo e a potencial morosidade de cada intervenção. Os fabricantes vão conseguir sugerir, de antemão, serviços de manutenção, explicando facilmente o porquê dos mesmos - seja devido ao tipo de condução ou ao funcionamento do próprio automóvel. Portanto, o aparecimento de novas interfaces de interação e comunicação com os veículos vão melhorar bastante a produtividade e a experiência a bordo. As tecnologias de inteligência artificial vão permitir que comuniquemos por voz, cada vez mais, com os carros - e os mesmos serão cada vez mais inteligentes na análise das nossas intenções e nas respostas que nos dão. A Microsoft tem parcerias com empresas do setor automóvel em todo o mundo, tendo por base a disponibilização de uma plataforma tecnológica capaz de alavancar todos os aspetos descritos, permitindo às mesmas repensar todos os critérios e todas as possibilidades da mobilidade. Na verdade, mal posso esperar por ser guiado pelo meu carro até à próxima reunião de trabalho, enquanto envio um ultimo email…

Biografia
André Mestre é especialista em soluções de Big Data e Advanced Analytics na Microsoft Portugal. Antes de ingressar na Microsoft, era consultor na Capgemini, tendo responsabilidade por projetos de CRM e Business Intelligence. É professor convidado da Universidade Nova de Lisboa (IMS). Tem um mestrado em Gestão de Informação, com especialização em Gestão do Conhecimento, pela Universidade Nova de Lisboa.

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