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#107 | SETEMBRO 2018
 
ÁLVARO LARANJO
Diretor Técnico Ibérico da Galp
Desenvolvemos boas práticas para a qualidade
 

Quais são os principais desenvolvimentos da Galp em matéria de combustíveis auto de última geração?
Os nossos principais esforços no desenvolvimento de novos combustíveis visam responder às preocupações crescentes com o ambiente em geral, com a qualidade do ar em particular e com as alterações climáticas que são gerais em todos os consumidores, sejam cidadãos privados, ou empresas – entre as quais, naturalmente nos incluímos. Aliás, sentimos aí a dupla responsabilidade de sermos, em simultâneo, fornecedores e prestadores de serviços energéticos (com a missão de fazermos chegar as soluções energéticas mais eficientes aos nossos clientes) e de sermos um grande consumidor de energia preocupado em fazer cada vez mais com menores consumos e emissões. A inclusão da Galp nos mais reputados índices ambientais do mundo – como o Dow Jones Sustainability Indices ou o Carbon Disclosure Project – mostra-nos que estamos no caminho certo.
Em termos práticos na nossa oferta de combustíveis de última geração, isto refletiu-se no desenvolvimento e produção de uma nova gama de combustíveis com aditivação de performance – a gama Evologic. Desenvolvemos ainda, e implementámos, uma série de boas práticas no controlo e garantia da qualidade ao longo de toda a cadeia logística, que vai desde a produção, armazenamento, transporte e entrega de combustíveis aos nossos clientes. Desenvolvemos e certificámos igualmente uma rede de Sistemas de Gestão da Qualidade ISO 9001:2015 e a acreditação dos nossos Laboratórios pela ISO 17025.

E sobre as iniciativas inovadoras de coprocessamento de biocombustíveis de 2ª geração que a Galp têm promovido na refinaria de Sines, é possível fornecer detalhes?
O investimento que efetuámos numa unidade de coprocessamento na refinaria de Sines, a partir da qual produzimos biocombustíveis de 2ª geração que, contrariamente ao biocombustível usualmente conhecido por FAME, é indistinguível do gasóleo de origem fóssil (apresentando mesmo algumas vantagens em relação a este), podendo ser misturado em qualquer quantidade no gasóleo mineral, ou mesmo utilizado no estado puro, contrariamente ao que acontece com o biodiesel de 1ª geração cuja mistura no gasóleo mineral está limitado a um máximo de 7% pela legislação nacional e europeia.

Segundo alguns analistas do setor de combustíveis, hoje em dia, o mercado global é dominado pelo gasóleo, que representa no mercado europeu mais de 2/3 do consumo por parte dos veículos rodoviários, representando a gasolina cerca de 1/4 desse mercado, sendo todas as outras fontes representativas de valores ainda residuais, como o GPL, GNV e a eletricidade. De que forma a Galp perspetiva esta análise, em termos de evolução de mercado, e está a adaptar a sua oferta de combustíveis auto?
Em Portugal o nível de dieselização é superior a esse valor, representando cerca de 4/5 do mercado, embora se estime que essa preponderância venha a diminuir face ao aumento recente do consumo de gasolina e, naturalmente, à crescente procura de todo o tipo de outros modelos mais amigos do ambiente, como os que refere. A Galp está presente, foi pioneira e tem procurado dinamizar de forma muito ativa todas as formas de mobilidade que têm vindo a surgir – desde logo o carsharing, através da plataforma Galpshare, em 2009. Em 2010, fomos igualmente a primeira empresa da Europa a instalar um ponto de carregamento elétrico rápido numa estação de serviço, no caso a de Oeiras, na A5. Desde então, a nossa rede de carregamento elétrico rápido foi acompanhando o crescimento do mercado, cobrindo já o país de norte a sul e devendo duplicar até ao final deste ano para 36 pontos de carregamento rápido. Antes, num processo semelhante, alargámos a todo o país a oferta de GPL auto, um combustível mais eficiente, económico e amigo do ambiente. E estamos igualmente a alargar a nossa rede ibérica de pontos de abastecimento de gás natural veicular (GNV), imprescindível para a redução de emissões das grandes frotas transportadoras rodoviárias de mercadoria, para as quais a eletricidade não é uma opção.

A Galp produz biocombustível de 2ª geração em Sines, o que nos permite continuar a diversificar as matérias-primas de origem residual para produção de biodiesel de 2ª geração, contribuindo para uma redução de emissões de CO2.

Nos últimos anos a grande alteração do mercado incidiu sobre a introdução do biodiesel e bioetanol, que são já uma realidade consistente no mercado europeu. Espera-se que a introdução de biocombustíveis aumente gradualmente, atingindo as metas definidas pela União Europeia com quotas de energia de origem renovável nos combustíveis rodoviários na ordem dos 10% em 2020. Que soluções a Galp está a promover no sentido de acompanhar estas tendências com vista à redução das emissões de CO2 para a atmosfera?
A Galp produz biocombustível de 2ª geração em Sines, não apenas nas instalações da refinaria, mas também numa unidade autónoma, a Enerfuel, que nos permite continuar a diversificar as matérias-primas de origem residual para produção de biodiesel de 2ª geração, contribuindo para uma redução de emissões de CO2 igual ou superior a 83%, face às emissões de combustíveis convencionais.

A Galp considera a sua solução Evologic como “a espécie mais avançada de combustível existente no mercado”. Como caracteriza a inovação trazida por esta nova fórmula? Quais as vantagens no seu uso em termos de performance para os motores?
A gama Evologic é – como o seu próprio nome bem indica – a evolução lógica de uma marca de referência no mercado de combustíveis aditivados em Portugal, a marca G-Force, da qual herda e melhora o ADN, permitindo obter vantagens de performance, eliminando e prevenindo o aparecimento de resíduos, otimizando a combustão e maximizando a potência do motor. Limpa igualmente os resíduos acumulados, garantindo maior proteção e longevidade do motor. Tudo isto contribui para uma melhor performance e durabilidade dos motores a gasolina e gasóleo, que conduz a uma maior poupança. Igualmente, tudo isto permite reduzir o nível de emissões e o ambiente, naturalmente, agradece.

Apesar de, há relativamente pouco tempo se ter vaticinado, em termos globais, o fim do gasóleo devido às preocupações ambientais, a verdade é que existe um esforço internacional da indústria em “relançar” o diesel com novas fórmulas menos agressivas para o meio ambiente. Neste sentido, de que forma comenta a importância do gasóleo Evologic enquanto solução aditivada da Galp para os motores auto?
Esses esforços não são apenas resultado do esforço isolado de desenvolvimento dos combustíveis, mas de uma verdadeira parceria entre a indústria dos combustíveis e a indústria automóvel, sendo os próprios sistemas de injeção e os sistemas eletrónicos de controlo dos motores a exigirem novas características aos combustíveis, obrigando-os a desenvolverem-se.

E em relação aos combustíveis Evologic Gasolina 95 e 98, quais são as principais vantagens destas soluções para os veículos automóveis, designadamente, no que concerne à eficiência energética dos veículos e à performance dos motores?
A formulação desta gama contém propriedades que melhoram a sua qualidade, nomeadamente a detergência, que é determinante na manutenção de limpeza das válvulas de admissão e coletores de admissão dos motores com tecnologia de carburadores e injeção indireta, que estão sujeitos a gradientes de temperaturas extremos, o que faz com que a limpeza destes componentes seja particularmente crítica para o bom funcionamento do motor. Este ambiente agressivo faz com que os componentes referidos fiquem particularmente expostos à acumulação de resíduos carbonosos que poderão prejudicar o funcionamento das válvulas e a própria combustão. Igualmente importantes são os redutores de atrito, que formam uma camada fina que se interpõe entre as superfícies metálicas em movimento, reduzindo o atrito e as perdas mecânicas, aumentando a eficiência energética e reduzindo o desgaste dos órgãos móveis do motor. Finalmente, os inibidores de corrosão protegem o circuito de alimentação de combustível, do depósito até ao injetor.

Biografia
Álvaro Laranjo tem a licenciatura de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico. Atualmente é Diretor Técnico Ibérico da Galp Energia, foi CEO da Setgás (Galp Energia) e anteriormente CEO da Lisboagás.

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