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#109 | NOVEMBRO 2018
 
PEDRO DELGADO
Diretor-Geral da Eco-Partner
A sustentabilidade está interligada com a valorização
 

Quais são as principais atividades que a Eco-Partner dinamiza no âmbito da gestão de resíduos para o setor automóvel?
A Eco-Partner assume-se como o parceiro ambiental de referência para o setor automóvel, com particular relevância para o subsetor das oficinas, com serviços à medida que permitem assegurar o cumprimento das responsabilidades ambientais das empresas.
Caracteriza-se pelos serviços modulares, que podem ser dinamizados de acordo com as necessidades específicas de cada empresa e “passo a passo”, com 3 eixos principais: 1) gestão global de resíduos, que também abrange a limpeza de separadores de hidrocarbonetos; 2) a disponibilização de máquinas “limpa-peças” e “limpa-pistolas” de pintura; 3) consultoria ambiental, com realização de diagnósticos, ações de monitorização ambiental e de conformidade legal, registos (SILIAMB) e a realização de análises de suporte à atividade (ex.: descargas de águas residuais e emissões das chaminés).

A Eco-Partner criou um conjunto de programas e serviços de reciclagem no setor automóvel. Quais são as principais soluções propostas pela empresa neste contexto?
O ECOAUTO, relançado pela ACAP com o apoio da Eco-Partner, foi um programa pioneiro de gestão ambiental para as empresas do Setor Automóvel, fulcral para o cumprimento integral da Legislação Ambiental.
Seguiram-se outros programas, que constituem referências, tais como o ECOLIGHT, que permite implementar um sistema de gestão de resíduos efetivo, racionalizando custos e cumprindo a legislação. O ECOWASH, que resolveu o monopólio das máquinas, com vantagens para as empresas, que passaram a beneficiar de uma oferta mais flexível (ex. equipamentos, periodicidade e manutenção) e com melhor relação custo/qualidade.
O programa ECOREADY continua inovador na abordagem, permitindo alavancar o desempenho ambiental das empresas, mas com custos otimizados e ajustados às necessidades de cada situação, contribuindo, significativamente, para o encaminhamento adequado dos resíduos, incluindo das pequenas quantidades de perigosos, para destinos autorizados.
Em complemento, a Eco-Partner desenvolveu o ECOAID, que garante a gestão da conformidade legal, através da análise dos requisitos aplicáveis e da respetiva aplicação à realidade de cada operador, devidamente suportada numa ferramenta desmaterializada (extranet), que permite planear e avaliar o nível de cumprimento de cada preceito legal.

No domínio da Gestão Ambiental, qual é a importância do ECOAUTO para a Eco-Parner?
O ECOAUTO foi o catalisador de uma mudança de sucesso, na medida em que contribui para a melhoria dos comportamentos ambientais dos operadores, mas sustentada em dois pilares, que só funcionam em equilíbrio: 1) Sustentabilidade Ambiental, com o diagnóstico das situações, implementação de medidas de mitigação e de prevenção de poluição; 2) Sustentabilidade Económica, através da sensibilização das empresas para as vantagens, presentes e futuras, da adoção de boas páticas, que permitam racionalizar custos, aumentar proveitos e melhorar o posicionamento no mercado (ECOMARKETING).

No que concerne à gestão de resíduos, que iniciativas a Eco-Partner tem promovido? Neste contexto, pode descrever o valor acrescentado do serviço ECOLIGHT/ ECOLIGHT/ECOLIGHT Peças?
Estes programas representam uma oportunidade para as empresas aplicarem boas práticas ambientais, mas com modalidades financeiras ajustadas às necessidades de cada situação. O termo Eco(light) não está associado a qualquer “dieta” no nível de serviço, que continua completo e adaptado às necessidades de cada um, mas sim a uma oportunidade de escalonamento dos encargos financeiros, contribuindo para uma maior uniformização do acesso a um serviço diferenciado.

Ainda no âmbito da gestão de resíduos, como observa a mais-valia que o serviço ECOWASH integra no setor automóvel?
O ECOWASH introduziu concorrência no setor das máquinas, que representa uma vantagem para o mercado, mas também contribuiu para um maior ajustamento entre as condições da oferta e da procura, através do alargamento da largura de banda dos serviços prestados e da gama de preços praticados.
Em termos ambientais, deu-se um salto quântico, contribuindo para a melhoria do desempenho do setor, com vantagens nas áreas da gestão de resíduos e da qualidade dos efluentes, uma vez que se tratam de equipamentos que funcionam em circuito controlado, que contribuem para a recuperação da maioria dos produtos utilizados (ex. solventes) e para o respetivo encaminhamento para destino final adequado, através dos serviços qualificados da Eco-Partner.

Continuo a acreditar que o caminho da sustentabilidade está interligado com o reforço da valorização, incluindo da reciclagem, mas suportado numa dinâmica de Economia Circular.

Quais são as principais iniciativas e novos desenvolvimentos que a empresa está a dinamizar no âmbito da reciclagem de resíduos perigosos advindos do setor automóvel?
A Eco-Partner nasceu de um projeto de consultoria, pelo que estará sempre empenhada em identificar soluções que contribuam para melhorar o desempenho ambiental dos seus parceiros.
Os resíduos perigosos representam um custo relevante no orçamento ambiental das empresas, pelo que serão sempre uma área de investigação e desenvolvimento que pretendemos acompanhar, de forma próxima e empenhada.
Uma das estratégias passa pela prevenção da sua produção, através da melhoria das práticas de separação dos resíduos na origem, por forma a reduzir a contaminação, na sua maioria de valorizáveis com as frações perigosas (ex. misturas de embalagens de papel cartão com embalagens contaminadas com óleo).
No fim de linha, quando a prevenção não é suficiente, importa apoiar os nossos clientes na seleção de soluções de tratamento ambientalmente adequadas e economicamente competitivas, que existem e estão a crescer num mercado global.

Na sua opinião, quais são as principais inovações que a Eco-Partner está a implementar em prol de um mais eficiente sistema de gestão ambiental para as empresas do setor automóvel?
A Eco-Partner tem sido, historicamente, um facilitador de processos, assegurando a articulação entre os produtores de resíduos, na sua maioria de pequenas quantidades e sem massa crítica para beneficiarem do efeito de escala, em termos de soluções técnicas e de condições financeiras, e os destinos finais, de valorização e de eliminação. A inovação que introduzimos está associada a uma procura permanente de soluções que melhorem a competitividade dos nossos clientes, mas estamos conscientes das limitações de mercado, pelo que continuaremos a fazer a diferença, pela qualidade do serviço e pelo rigor técnico, mas estaremos atentos aos desafios e disponíveis para participar em projetos de valor acrescentado.

Em termos gerais, como observa a evolução dos serviços de reciclagem da Eco-Partner sobre os resíduos do setor automóvel no país? Que novas tendências estão a ser implementadas?
Enquanto técnico do setor dos resíduos, há mais de 18 anos, continuo a acreditar que o caminho da sustentabilidade está interligado com o reforço da valorização, incluindo da reciclagem, mas suportado numa dinâmica de economia circular.
Uma das áreas em que considero que o país tem potencial, e a Eco-Partner quer fazer parte da solução, prende-se com o mercado da reutilização. Importa criar condições para o prolongamento da vida útil de determinados componentes dos automóveis e de outros bens de consumo, desde que sejam previamente garantidas as condições de segurança e de prevenção da poluição.
Existem novas tendências, para problemas antigos, mas que estamos a analisar afincadamente, por forma a continuarmos a ser um parceiro ativo na necessária reconversão deste mercado, que, tendencialmente, irá excluir os agentes que o têm distorcido, pela adoção de práticas obsoletas e divergentes das estratégias nacionais e comunitária que balizam a nossa atividade.

Biografia
Pedro Delgado é licenciado em Saúde Ambiental, pelo Instituto Superior de Educação e Ciências. Possui um mestrado em Gestão do Território – Ambiente e Recursos Naturais, pela mesma faculdade. Foi adjunto no Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território e atualmente exerce o cargo de Diretor-Geral da Eco-Partner.

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